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segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

Família de Breno Ramos levanta suspeita de assassinato e contesta versão de acidente em Araripina, PE


 A morte de Breno Ramos, filho do ex-governador de Pernambuco José Muniz Ramos, voltou a repercutir intensamente após a divulgação de uma série de publicações nas redes sociais feitas por João Paulo Ramos, irmão da vítima. Os textos apresentam uma nova leitura dos fatos e colocam em dúvida a versão até então tratada como oficial, de que Breno teria morrido em decorrência de um acidente de motocicleta.


Breno Ramos faleceu no dia 12 de outubro de 2024, aos 48 anos, no Hospital Santo Antônio, em Barbalha, no Ceará. Ele estava internado desde o dia 27 de setembro, após sofrer um grave acidente na descida da ladeira do aeroporto de Araripina, no Sertão de Pernambuco. Desde o ocorrido, a morte vinha sendo atribuída às complicações clínicas provocadas pelo acidente.

No entanto, segundo os relatos tornados públicos agora pela família, desde os primeiros momentos havia dúvidas quanto à natureza do ocorrido. Em uma das publicações, João Paulo Ramos afirma que a família decidiu não se pronunciar imediatamente, optando por aguardar o tempo necessário para ouvir versões, observar indícios e analisar elementos do local, até formar uma convicção própria sobre o caso.

Mensagens atribuídas ao ex-governador José Muniz Ramos indicam que, após essa análise, a família passou a acreditar que Breno não foi vítima de um acidente, mas de um homicídio. Embora reconheça que nenhum familiar presenciou diretamente o fato, o ex-governador afirma que os indícios observados posteriormente teriam sido determinantes para essa conclusão.

Entre os pontos levantados está a descrição de uma possível dinâmica do ocorrido. De acordo com os textos divulgados, Breno teria sido seguido enquanto trafegava de motocicleta pela ladeira. Um veículo teria colidido propositalmente com a traseira da moto, danificando o suporte da placa e lançando o condutor para dentro de uma valeta. Ainda segundo o relato, após a queda, Breno já estaria desacordado quando teria sofrido golpes na cabeça, resultando em afundamento de crânio.

Um dos elementos considerados centrais pela família é o estado do capacete, descrito como intacto, sem rachaduras ou arranhões, o que, segundo os relatos, não seria compatível com a gravidade das lesões identificadas. Esse ponto é citado como um dos principais fatores que reforçam as suspeitas levantadas.

Ainda conforme as publicações, após a suposta ação, os envolvidos teriam deixado o local rapidamente, deixando marcas de pneus próximas à valeta. No dia seguinte, segundo o relato familiar, um incêndio teria sido provocado no matagal da área, possivelmente com o objetivo de eliminar vestígios da cena. O ex-governador afirma que esteve no local logo cedo, antes do incêndio, e que essa visita reforçou suas suspeitas sobre a ocorrência.

Apesar da nova narrativa apresentada, até o momento não há confirmação oficial de alteração na linha de investigação por parte das autoridades policiais. O caso segue, oficialmente, vinculado à versão inicial de acidente, e as declarações divulgadas representam exclusivamente a interpretação da família, agora tornada pública por meio das redes sociais.

repercussão das publicações reacende o debate em torno da morte de Breno Ramos e pode provocar novos desdobramentos no campo investigativo. O caso ganha ainda mais atenção devido à relevância política e histórica da família no estado de Pernambuco.

Fonte: Jornal da Grande

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