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quinta-feira, 19 de março de 2026

INCÊNDIO NO RECIFE: Pai de meninos que morreram em incêndio no Ignêz Andreazza tem alta; mãe e avô seguem internados


 O pai das duas crianças que morreram em um incêndio em um apartamento no Residencial Ignêz Andreazza, no bairro de Areias, Zona Oeste do Recife, teve alta na manhã desta quinta-feira (19). O homem de 39 anos estava no Hospital da Restauração (HR), localizado no bairro do Derby, centro da cidade, que confirmou a informação.


A unidade médica comunicou ainda que a mãe dos meninos, de 44 anos, e o avô, de 78, seguem internados "com quadro de saúde estáveis".

Segundo o Corpo de Bombeiros Militar de Pernambuco (CBMPE), que atuou na ocorrência, os familiares não estavam visivelmente feridos durante o socorro, mas precisaram receber atendimento adequado porque inalaram muita fumaça.

Crianças morreram antes do socorro chegar
O incêndio atingiu o apartamento na madrugada desta quinta. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado ao local às 3h58 para socorrer as vítimas. Ao chegarem, no entanto, as equipes identificaram que os meninos, de 11 e 9 anos, já haviam morrido.

Em nota, o Corpo de Bombeiros também confirmou o acionamento para atender à ocorrência. "Seis viaturas foram enviadas ao local. Durante a ocorrência, duas vítimas em óbito foram encontradas no interior do imóvel. Informações iniciais indicam que seis pessoas residiam no local", informou a corporação.

Incêndio em apartamento do Residencial Ignêz Andreazza deixa dois meninos mortosBombeiros atuaram na ação. - Foto: TV Globo/Reprodução

Os bombeiros também afirmaram que fizeram uma varredura na área para "garantir a inexistência de outras vítimas".

"As chamas foram extintas, o rescaldo foi realizado e, por parte do CBMPE, o trabalho foi finalizado", finalizou a nota do Corpo de Bombeiros.

Gritos de socorro e muita fumaça
Em entrevista à Folha de Pernambuco, o executivo de vendas Mário Caliman, de 51 anos, morador do módulo 6 do Residencial Ignêz Andreazza, relatou que foi a primeira pessoa a acionar o Corpo de Bombeiros ao local.


Segundo ele, era possível ouvir, do próprio apartamento, gritos de socorro vindos da residência que atingida pelo fogo.

"Às 3h30, eu ouvi gritos, fui até a varanda e quando eu identifiquei a fumaça saindo do apartamento, vi que era realmente um incêndio", iniciou.

"Fui até o apartamento ajudar a família, cheguei bem antes dos bombeiros. Os familiares usaram todos os extintores do prédio, mas sem sucesso. Tentei entrar para ajudar, mas me queimei assim que entrei no apartamento, as chamas estavam muito altas. Em seguida, os bombeiros chegaram e conseguiram apagar as chamas muito rapidamente", completou.

 Ainda segundo o vizinho, assim que os bombeiros conseguiram conter as chamas, tentaram achar as crianças, mas sem sucesso. 

"Pensavam que as crianças não estavam lá porque estava tudo muito escuro e com muita fumaça. Foi quando o pai confirmou que estavam que os bombeiros entraram com oxigênio e acharam as crianças na grade em óbito, completamente carbonizadas", acrescentou Caliman.

Investigação
Até o momento, não há confirmação sobre o que causou o incêndio. Somente a perícia poderá atestar, de fato, o que provocou o início das chamas.

Por meio de nota, a Polícia Civil de Pernambuco (PCPE) informou que "as investigações foram iniciadas de imediato e seguirão sob a responsabilidade da Delegacia de Afogados".

Já a Polícia Militar de Pernambuco (PMPE), também por meio de nota, foi acionada e comunicou que chegou, inclusive, precisou conter um homem, no início da manhã, "após causar tumulto no local". Depois disso, ele foi atendido pelo Samu. Ninguém foi preso.

Folha de Pernambuco 

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