Um estudo divulgado na última quinta-feira (29), denominado Covitel (Inquérito Telefônico de Fatores de Risco para Doenças Crônicas Não Transmissíveis em Tempos de Pandemia), revelou um aumento alarmante no número de jovens brasileiros obesos com idade entre 18 e 24 anos. De acordo com os dados coletados, houve um crescimento de 90% em relação ao ano anterior. Em 2022, 9% dos jovens nessa faixa etária apresentavam Índice de Massa Corporal (IMC) igual ou superior a 30, indicando obesidade. No entanto, em 2023, esse percentual saltou para 17,1%.
O estudo, realizado pela Vital Strategies em parceria com a Universidade Federal de Pelotas (UFPel), teve como público-alvo a população adulta, com 18 anos ou mais. Os pesquisadores identificaram uma série de fatores que contribuíram para o aumento da obesidade entre os jovens, especialmente no que diz respeito à relação entre alimentação e atividade física.
Dentre os fatores apontados, destacam-se o aumento no número de diagnósticos de ansiedade, o consumo insuficiente de frutas e verduras, o consumo frequente de refrigerantes e sucos artificiais, além do sedentarismo e da falta de sono. Esses fatores combinados contribuíram para a piora da qualidade de vida dessa população após a pandemia de COVID-19.
O estudo revelou que apenas 33,5% dos jovens brasileiros consomem frutas regularmente, enquanto apenas 39,2% incluem verduras e legumes em pelo menos cinco refeições por semana. Por outro lado, 24,3% dos jovens admitiram consumir refrigerantes e sucos artificiais com frequência.

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